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quinta-feira, 5 de maio de 2011

Usinas Nucleares

   As palavras USINAS NUCLEARES, certamente, nos remetem a pensar em caos, destruição , mutação, isso devido a tragédia nuclear em Chernobyl, ocorrida no ano de 1986, mas para outras pessoas uma usina nuclear é o futuro das energias, um futuro em que nos trará progresso, prestígio, e sobretudo SUSTENTABILIDADE( palavra do momento ), que é o que o mundo atualmente precisa. 
  A notícia de uma construção de mais uma usina nuclear no Brasil, precisamente no Nordeste, vem se espalhando e causando bastante polêmica entre todos os cidadãos brasileiros. Devido a todo esse frisson,o POST de hoje terá algumas informações sobre a vantagem e a  desvantagem do assunto, para que você fique interado e possa criar uma visão crítica sobre a tão falada  USINA NUCLEAR DO NORDESTE.
    
 O QUE É UMA USINA NUCLEAR ? 
Usina Nuclear, também conhecida como central nuclear, é uma instalação que produz energia elétrica através de reações nucleares de elementos radioativos.

O elemento mais utilizado nas usinas é o urânio. Este material é colocado em barras dentro dos reatores da usina. O calor gerado pela reação move um alternador que produz a energia elétrica. 

QUAIS SÃO AS VANTAGENS ?
As principais vantagens da energia nuclear são: o combustível é barato e pouco (em comparação com outras fontes de energia), é independente de condições ambientais/climáticas (não depende do sol, como usinas solares, ou da vazão de um rio, no caso das hidroelétricas), a poluição gerada (diretamente) é quase inexistente. Não ocupa grandes áreas. A quantidade de lixo produzido é bem reduzido. O custo da energia gerada fica em torno de 40 dólares por MW, mais caro que a energia das hidroelétricas, mas mais barato que a energia das termoelétricas, usinas solares, eólica, etc.


DESVANTAGENS ?

Alto custo de construção, em razão da tecnologia e segurança empregadas; Mesmo com todos os sistemas de segurança, há sempre o risco do reator vazar ou explodir, liberando radioatividade na atmosfera e nas terras próximas, num raio de quilômetros. Não existem soluções eficientes para tratamento do lixo radioativo, queatualmente é depositado em desertos, fundo de oceanos ou dentro de montanhas (existem projetos para enviar o lixo para o Sol, o que poderia ser a solução definitiva, mas muito cara e também perigosa, imagine o que aconteceria se uma das cápsulas que armazenam o lixo explodisse na atmosfera da Terra?).
A fissão nuclear resulta na produção de outros elementos químicos, como plutônio. Este é usado na produção de bombas atômicas. Por isso, órgãos controladores internacionais (e americanos), tentam impedir que certos países (atualmente, o Iraque e Coréia do Norte), dominem a tecnologia nuclear.


LIXO RADIOATIVO ?

Os principais componentes que compôem o lixo radioativo produzido nas usinas nucleares, são os produtos da fissão nuclear que ocorre no reator. Após anos de uso de uma certa quantidade de Urânio, o combustível inicial vai se transformando em outros produtos químicos, como criptônio, bário, césio, etc, que não tem utilidade na usina. Ferramentas, roupas, sapatilhas, luvas e tudo o que esteve em contato direto com esses produtos, é classificado como lixo radioativo.
Nos Estados Unidos, os restos são colocados em tambores lacrados, e enterrados bem fundo em desertos. O custo para armazenar os tambores são tão grandes quanto a manutenção da usina. Existem projetos para levar o lixo radioativo em cápsulas em direção ao sol, o que poderia ser uma solução definitiva para o problema, já que por 100.000 anos a radiação estará sendo emitida por esses materiais.
Os reatores desativados também são incluidos nessa classificação. Nenhum reator nuclear usado foi aberto no mundo todo. Geralmente são cobertos de concreto e levados para outro lugar.
Para os ambientalistas, o destino do lixo radioativo é o principal motivo deles serem contra a energia nuclear, já que ainda não se tem uma solução definitiva, e pouco se sabe das consequências da radiação para o meio ambiente. Alguns anos após a explosão de Chernobyl, na Ucrânia, milhares de pessoas desenvolveram doenças estranhas, que são atribuídas à radioatividade na região.


Construção de usinas nucleares no Brasil é necessária?

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB), afirma que o Brasil possui capacidade para construir as quatro usinas, além de Angra 3, com o máximo de segurança possível.Para Ildo Sauer, doutor em engenharia nuclear e professor da Universidade de São Paulo (USP), o desenvolvimento da energia atômica no Brasil não deve ser analisado apenas pelos eventuais riscos, mas também pelos interesses financeiros por trás dela.
“O Brasil dispõe de um potencial hidráulico, eólico e de recursos a partir da biomassa. Até 2040, 2050, quando tivermos 200 milhões de habitantes, mesmo dobrando o consumo da população, será preciso usar apenas 70% do nosso potencial hidráulico, ainda sobra energia. O Brasil está numa posição muito confortável”, afirma.
Sauer, que foi diretor de gás e energia da Petrobras no primeiro governo Lula, critica as gestões do ex-presidente e de Dilma Rousseff na área de energia. “No Brasil, o governo Lula resolveu voltar com o projeto de construir Angra 3, que deve custar R$ 8 bilhões de reais e gerar 1.345 megawatts. Essa energia poderia ser produzida pela matriz hidráulica, eólica ou de outra fonte. As usinas nucleares previstas para o entorno do rio São Francisco teriam um custo de R$ 80 bilhões, sendo que a energia que elas gerariam poderiam ser substituídas por investimentos na ordem de R$ 20 bilhões, usando outras matrizes. Do ponto de vista tecnológico, essas usinas não trariam avanços ao país”, explica.
Apesar de crítico da política nuclear do governo federal, Sauer afirma não ser contrário a essa fonte de energia e aponta que o seu uso é de suma importância na medicina diagnóstica. “Do ponto de vista cientifico-tecnológico, seria mais inteligente montar um reator que a Marinha pudesse utilizar para fazer ensaios”, sugere.
Para Sauer, o principal motivo para o Brasil manter a sua política favorável à energia atômica, mesmo depois da comoção internacional em torno de Fukushima, é o lobby das grandes empresas internacionais que pretendem lucrar com a tecnologia no país. “A política se submeteu ao lobby da indústria nuclear internacional. É uma opção por uma fonte mais cara que vai exigir cuidados elevadíssimos por 2 mil anos”, aponta.
EISTEM OUTRAS FONTES QUE O BRASIL PODE APROVEITAR ?
Mesmo antes da tragédia japonesa, o debate central no campo da energia já era a busca da conciliação entre desenvolvimento econômico e preservação do meio ambiente. No caso da usina de Fukushima, nenhum dos dois elementos mostraram-se viáveis, diante do imenso dano ambiental e o prejuízo financeiro causado pela radiação.
Para Paulo Metri, diretor do Clube de Engenharia do Rio de Janeiro, o uso de fontes limpas e renováveis deve ser feito, mas é necessário medir o impacto financeiro dessas escolhas. Segundo Metri, se a energia alternativa for mais cara do que a convencional, o produto brasileiro pode tornar-se mais caro no mercado internacional, gerando empregos com má remuneração no país. “A [energia] solar só será competitiva em preço depois de alguns desenvolvimentos tecnológicos, que eu espero que ocorram, pois será a redenção do Nordeste brasileiro, além de ser bom para o Brasil como um todo, devido ao alto grau de insolação. A eólica pode também vir a ter alguns novos desenvolvimentos. Mas já deve ser utilizada nas regiões onde houver vento, pois, nestas, ela já é competitiva”, avalia.”
Bom pessoal, vou ficando por aqui, espero ter contribuído de alguma forma, em breve voltarei e postarei mais sobre o assunto.


fontes :




1 comentários:

cassio v. marques disse...

Gostei da abordagem sobre as usinas
vô studar poraí

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