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domingo, 29 de maio de 2011

Quimica- Ligações quimicas

LIGAÇÕES QUÍMICAS
Os átomos dificilmente ficam sozinhos na natureza. Eles tendem a se unir uns aos outros, formando assim tudo o que existe hoje.
Alguns átomos são estáveis, ou seja, pouco reativos. Já outros não podem ficar isolados. Precisam se ligar a outros elementos. As forças que mantêm os átomos unidos são fundamentalmente de natureza elétrica e são chamadas de Ligações Químicas.
Toda ligação envolve o movimento de elétrons nas camadas mais externas dos átomos, mas nunca atinge o núcleo.

 Há três tipos de ligações químicas:
Ligação Iônica – perda ou ganho de elétrons.
Ligação Covalente – compartilhamento de elétrons.
Ligação Metálica – átomos neutros e cátions mergulhados numa "nuvem" de elétrons.
                                                     LIGAÇÃO IÔNICA
A ligação iônica é resultado da alteração entre íons de cargas elétricas contrárias (ânions e cátions).
Esta ligação acontece, geralmente, entre os metais e não-metais.
Metais – 1 a 3 elétrons na última camada; tendência a perder elétrons e formar cátions. Elementos mais eletropositivos ou menos eletronegativos.
Não-Metais – 5 a 7 elétrons na última camada; tendência a ganhar elétrons e formar ânions. Elementos mais eletronegativos ou menos eletropositivos.
Então:
METAL + NÃO-METAL →  LIGAÇÃO IÔNICA
Exemplo: Na e Cl
Na (Z = 11)   K = 2  L = 8  M = 1
Cl (Z = 17)    K = 2  L = 8  M = 7
O Na quer doar 1 é          →     Na+ (cátion)
O Cl quer receber 1 é      →     Cl –  (ânion)
O cloro quer receber 7é na última camada. Para ficar com 8é (igual aos gases nobres) precisa de 1é.

  Na+          Cl        →         NaCl
cátion       ânion             cloreto de sódio

As ligações iônicas formam compostos iônicos que são constituídos de cátions e ânions. Tais compostos iônicos formam-se de acordo com a capacidade de cada átomo de ganhar ou perder elétrons. Essa capacidade é a valência
  

                                       LIGAÇÃO COVALENTE
A ligação covalente, geralmente é feita entre os não-metais e não metais, hidrogênio e não-metais e hidrogênio com hidrogênio.
Esta ligação é caracterizada pelo compartilhamento de elétrons. O hidrogênio possui um elétron na sua camada de valência. Para ficar idêntico ao gás nobre hélio com 2 elétrons na última camada. Ele precisa de mais um elétron. Então, 2 átomos de hidrogênio compartilham seus elétrons ficando estáveis:
Ex.  H (Z = 1)  K = 1
 H    →   H2
O traço representa o par de elétrons compartilhados.
Nessa situação, tudo se passa como se cada átomo tivesse 2 elétrons  em sua eletrosfera. Os elétrons pertencem ao mesmo tempo, aos dois átomos, ou seja, os dois átomos compartilham os 2 elétrons. A menor porção de uma substância resultante de ligação covalente é chamada de molécula. Então o H2 é uma molécula ou um composto molecular. Um composto é considerado composto molecular ou molécula quando possui apenas ligações covalentes
Observe a ligação covalente entre dois átomos de cloro:

Fórmula de Lewis ou Fórmula Eletrônica

Cl – Cl
Fórmula Estrutural

Cl 2
Fórmula Molecular
Conforme o número de elétrons que os átomos compartilham, eles podem ser mono, bi, tri ou tetravalentes.
A ligação covalente pode ocorrer também, entre átomos de diferentes elementos, por exemplo, a água.

Fórmula de Lewis

 
Fórmula Estrutural

H2O
Fórmula Molecular 
A água, no exemplo, faz três ligações covalentes, formando a molécula H2O. O oxigênio tem 6é na última camada e precisa de 2é para ficar estável. O hidrogênio tem 1 é e precisa de mais 1é para se estabilizar. Sobram ainda dois pares de elétrons sobre o átomo de oxigênio.
A ligação covalente pode ser representada de várias formas.
As fórmulas em que aparecem indicados pelos sinais   .   ou    são chamadas de fórmula de Lewis ou fórmula eletrônica.
Quando os pares de elétrons são representados por traços (-) chamamos de fórmula estrutural plana, mostrando o número de ligações e quais os átomos estão ligados.
A fórmula molecular é a mais simplificada, mostrando apenas quais e quantos átomos têm na molécula.
Veja o modelo:
                H .  .  H                                   H  H                                   H2
Fórmula de Lewis ou eletrônica    Fórmula Estrutural Plana     Fórmula Molecular

Continua... 

GEOGRAFIA - POPULAÇÃO / PARTE 2

               DESENVOLVIMENTO HUMANO 

  • Esse é um critério utilizado pelo PNUD, desde1990, para analisar a qualidade de vida de uma população.
  • PNUD- PROGRAMA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O DESENVOLVIMENTO
  • Seus principais critérios são: RENDA PER CAPITA( renda por pessoa), LONGEVIDADE ( Tempo de vida), Educação.
  • O índice varia de zero ( nenhum desenvolvimento humano ) até 1.  OBS: países com IDH abaixo de 0,5 é considerado subdesenvolvido, porém quando o país estiver entre 0,5 e 0,79 é considerado médio, ou seja EMERGENTE ( é nesse grupo que o Brasil se encontra). Quando o país estiver entre 0,80 e 1, é considerado alto. 

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Geografia - População

Conceitos Básicos
População é o conjunto de pessoas que residem em uma determinada área, que pode ser um bairro, um município, um estado, um país , ou até mesmo o planeta como um todo.
Povo corresponde a um grupo de pessoas que falam a mesma língua e tem os mesmos costumes. Geralmente são nômades.
Nação, são POVOS com território fixo e que obedecem o mesmo conjunto de leis.
Estado-tem como organização, social, político, econômico, militar e religioso. Portanto para ser um Estado alguns pré-requisitos têm que obrigatoriamente serem Preenchidos : Ter território fixo e reconhecido e constituição, e ser conhecido internacionalmente.

Em alguns países, surge a necessidade da ação do ESTADO para intermediar os conflitos de interesses, isso devido aos contrastes na distribuição da renda nacional. Já nos países subdesenvolvidos e em alguns emergentes, o ESTADO costuma a estar a serviço dos interesses privados de uma minoria da população, e os serviços públicos são relegados a segundo plano.

Para  retratar a condição de vida e o comportamento da população usamos alguns indicadores sociais : taxas de natalidade, taxa de mortalidade, crescimento vegetativo, taxa de fecundidade e entre outros.

Taxa de Natalidade- corresponde ao índice de natalidade de uma população durante um determinado período, geralmente um ano.
Taxa de Mortalidade - corresponde ao índice de mortes de uma população durante um determinado período, geralmente um ano.
Crescimento vegetativo - Diferença entre a taxa de natalidade e taxa de mortalidade.
                                                      CV = TN - TM 
Pode ser :
Positivo- quando a taxa de natalidade for maior que a taxa de mortalidade.
Reposição- quando a taxa de natalidade for igual a taxa de mortalidade.
Negativo- quando a taxa de natalidade for menor que a taxa de mortalidade.

Taxa de Fecundidade - corresponde ao numero de filhos por uma mulher, em idade fértil. ex:
Etiópia: 6,7
Afeganistão- 6,8
Uganda - 7,1
Brasil - 2,3

Taxa de Mortalidade Infantil - Corresponde ao índice de mortes antes de completar um ano de vida. A taxa de mortalidade é um excelente indicador das condições de vida de uma população. Estar diretamente ligada a  renda familiar, qualidade de alimentação, higiene, e assistência médica.

População Absoluta - corresponde ao contigente total de habitantes de uma determinada área. Quando um determinado espaço ( cidade, região, estado ) apresenta um número elevado de habitantes é considerado populoso. Ex : EUA ( 285,9 MILHÕES), INDONÉSIA ( 214,8 MILHÕES) BRASIL ( 169,7 MILHÕES).

Densidade Demográfica- corresponde a relação homem e espaço ocupado, ou seja, numero de habitantes dividido pela área. 
Considerando a população do Brasil 169.590,693 milhões de habitantes e que sua área corresponde 8.514.204,8 quilômetros quadrados,conclui-se que sua densidade demográfica  é 19, 9 hab/km. 
Quando um lugar possui um elevada densidade demográfica,classifica-se como DENSAMENTE POVADO.
Super Povoamento- Ocorre super povoamento quando existe um desequilíbrio entre o contigente populacional e quantidade de bens e serviços ofertados. Portanto, esse fenômeno estar diretamente ligado a investimentos públicos e privados na área urbana. Exemplo : Japão- 335 hab/km ², Holanda- 390hab/km², Alemanha - 229hab/km²  

Continua...

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Usinas Nucleares

   As palavras USINAS NUCLEARES, certamente, nos remetem a pensar em caos, destruição , mutação, isso devido a tragédia nuclear em Chernobyl, ocorrida no ano de 1986, mas para outras pessoas uma usina nuclear é o futuro das energias, um futuro em que nos trará progresso, prestígio, e sobretudo SUSTENTABILIDADE( palavra do momento ), que é o que o mundo atualmente precisa. 
  A notícia de uma construção de mais uma usina nuclear no Brasil, precisamente no Nordeste, vem se espalhando e causando bastante polêmica entre todos os cidadãos brasileiros. Devido a todo esse frisson,o POST de hoje terá algumas informações sobre a vantagem e a  desvantagem do assunto, para que você fique interado e possa criar uma visão crítica sobre a tão falada  USINA NUCLEAR DO NORDESTE.
    
 O QUE É UMA USINA NUCLEAR ? 
Usina Nuclear, também conhecida como central nuclear, é uma instalação que produz energia elétrica através de reações nucleares de elementos radioativos.

O elemento mais utilizado nas usinas é o urânio. Este material é colocado em barras dentro dos reatores da usina. O calor gerado pela reação move um alternador que produz a energia elétrica. 

QUAIS SÃO AS VANTAGENS ?
As principais vantagens da energia nuclear são: o combustível é barato e pouco (em comparação com outras fontes de energia), é independente de condições ambientais/climáticas (não depende do sol, como usinas solares, ou da vazão de um rio, no caso das hidroelétricas), a poluição gerada (diretamente) é quase inexistente. Não ocupa grandes áreas. A quantidade de lixo produzido é bem reduzido. O custo da energia gerada fica em torno de 40 dólares por MW, mais caro que a energia das hidroelétricas, mas mais barato que a energia das termoelétricas, usinas solares, eólica, etc.


DESVANTAGENS ?

Alto custo de construção, em razão da tecnologia e segurança empregadas; Mesmo com todos os sistemas de segurança, há sempre o risco do reator vazar ou explodir, liberando radioatividade na atmosfera e nas terras próximas, num raio de quilômetros. Não existem soluções eficientes para tratamento do lixo radioativo, queatualmente é depositado em desertos, fundo de oceanos ou dentro de montanhas (existem projetos para enviar o lixo para o Sol, o que poderia ser a solução definitiva, mas muito cara e também perigosa, imagine o que aconteceria se uma das cápsulas que armazenam o lixo explodisse na atmosfera da Terra?).
A fissão nuclear resulta na produção de outros elementos químicos, como plutônio. Este é usado na produção de bombas atômicas. Por isso, órgãos controladores internacionais (e americanos), tentam impedir que certos países (atualmente, o Iraque e Coréia do Norte), dominem a tecnologia nuclear.


LIXO RADIOATIVO ?

Os principais componentes que compôem o lixo radioativo produzido nas usinas nucleares, são os produtos da fissão nuclear que ocorre no reator. Após anos de uso de uma certa quantidade de Urânio, o combustível inicial vai se transformando em outros produtos químicos, como criptônio, bário, césio, etc, que não tem utilidade na usina. Ferramentas, roupas, sapatilhas, luvas e tudo o que esteve em contato direto com esses produtos, é classificado como lixo radioativo.
Nos Estados Unidos, os restos são colocados em tambores lacrados, e enterrados bem fundo em desertos. O custo para armazenar os tambores são tão grandes quanto a manutenção da usina. Existem projetos para levar o lixo radioativo em cápsulas em direção ao sol, o que poderia ser uma solução definitiva para o problema, já que por 100.000 anos a radiação estará sendo emitida por esses materiais.
Os reatores desativados também são incluidos nessa classificação. Nenhum reator nuclear usado foi aberto no mundo todo. Geralmente são cobertos de concreto e levados para outro lugar.
Para os ambientalistas, o destino do lixo radioativo é o principal motivo deles serem contra a energia nuclear, já que ainda não se tem uma solução definitiva, e pouco se sabe das consequências da radiação para o meio ambiente. Alguns anos após a explosão de Chernobyl, na Ucrânia, milhares de pessoas desenvolveram doenças estranhas, que são atribuídas à radioatividade na região.


Construção de usinas nucleares no Brasil é necessária?

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB), afirma que o Brasil possui capacidade para construir as quatro usinas, além de Angra 3, com o máximo de segurança possível.Para Ildo Sauer, doutor em engenharia nuclear e professor da Universidade de São Paulo (USP), o desenvolvimento da energia atômica no Brasil não deve ser analisado apenas pelos eventuais riscos, mas também pelos interesses financeiros por trás dela.
“O Brasil dispõe de um potencial hidráulico, eólico e de recursos a partir da biomassa. Até 2040, 2050, quando tivermos 200 milhões de habitantes, mesmo dobrando o consumo da população, será preciso usar apenas 70% do nosso potencial hidráulico, ainda sobra energia. O Brasil está numa posição muito confortável”, afirma.
Sauer, que foi diretor de gás e energia da Petrobras no primeiro governo Lula, critica as gestões do ex-presidente e de Dilma Rousseff na área de energia. “No Brasil, o governo Lula resolveu voltar com o projeto de construir Angra 3, que deve custar R$ 8 bilhões de reais e gerar 1.345 megawatts. Essa energia poderia ser produzida pela matriz hidráulica, eólica ou de outra fonte. As usinas nucleares previstas para o entorno do rio São Francisco teriam um custo de R$ 80 bilhões, sendo que a energia que elas gerariam poderiam ser substituídas por investimentos na ordem de R$ 20 bilhões, usando outras matrizes. Do ponto de vista tecnológico, essas usinas não trariam avanços ao país”, explica.
Apesar de crítico da política nuclear do governo federal, Sauer afirma não ser contrário a essa fonte de energia e aponta que o seu uso é de suma importância na medicina diagnóstica. “Do ponto de vista cientifico-tecnológico, seria mais inteligente montar um reator que a Marinha pudesse utilizar para fazer ensaios”, sugere.
Para Sauer, o principal motivo para o Brasil manter a sua política favorável à energia atômica, mesmo depois da comoção internacional em torno de Fukushima, é o lobby das grandes empresas internacionais que pretendem lucrar com a tecnologia no país. “A política se submeteu ao lobby da indústria nuclear internacional. É uma opção por uma fonte mais cara que vai exigir cuidados elevadíssimos por 2 mil anos”, aponta.
EISTEM OUTRAS FONTES QUE O BRASIL PODE APROVEITAR ?
Mesmo antes da tragédia japonesa, o debate central no campo da energia já era a busca da conciliação entre desenvolvimento econômico e preservação do meio ambiente. No caso da usina de Fukushima, nenhum dos dois elementos mostraram-se viáveis, diante do imenso dano ambiental e o prejuízo financeiro causado pela radiação.
Para Paulo Metri, diretor do Clube de Engenharia do Rio de Janeiro, o uso de fontes limpas e renováveis deve ser feito, mas é necessário medir o impacto financeiro dessas escolhas. Segundo Metri, se a energia alternativa for mais cara do que a convencional, o produto brasileiro pode tornar-se mais caro no mercado internacional, gerando empregos com má remuneração no país. “A [energia] solar só será competitiva em preço depois de alguns desenvolvimentos tecnológicos, que eu espero que ocorram, pois será a redenção do Nordeste brasileiro, além de ser bom para o Brasil como um todo, devido ao alto grau de insolação. A eólica pode também vir a ter alguns novos desenvolvimentos. Mas já deve ser utilizada nas regiões onde houver vento, pois, nestas, ela já é competitiva”, avalia.”
Bom pessoal, vou ficando por aqui, espero ter contribuído de alguma forma, em breve voltarei e postarei mais sobre o assunto.


fontes :